A ciência evolui e essa evolução parece ser um dos seus aspetos mais distintivos. Isto levanta dois problemas filosoficamente interessantes: 1) como é que a ciência evolui? 2) Dá-se essa evolução de acordo com critérios objetivos? O propósito deste texto é conhecer a resposta a estas duas questões dada por dois importantes filósofos da ciência do século XX, Karl Popper e Thomas Kuhn.

Álvaro Nunes, 2014

 

David Hume nasceu a 26 de abril de 1711, em Edimburgo, numa família de pequenos proprietários rurais. A família pretendia que seguisse a carreira do pai, que tinha morrido quando ele tinha dois anos, e, por isso, com onze anos mandou-o estudar Direito para a Universidade de Edimburgo. Hume sentiu uma grande aversão pelo estudo do Direito e, em vez disso, dedicou-se exclusivamente à filosofia, à leitura dos clássicos gregos e latinos e dos principais filósofos e cientistas do seu tempo.

Álvaro Nunes, 2014

 

O que é, então, o conhecimento? Antes de podermos responder a esta questão temo de determinar com exatidão o que estamos a dizer quando falamos em conhecimento, uma vez que a palavra tem vários significados e há vários tipos de conhecimento. Todo o conhecimento é uma relação entre um sujeito, o agente que conhece, e um objeto, aquilo que é conhecido. Como há diferentes tipos de objetos, o sujeito pode ter diferentes tipos de conhecimento.

Álvaro Nunes, 2014

 

Recordemos a objeção dos céticos à conceção de conhecimento segundo a qual uma crença tem de ser justificada de modo a garantir a sua verdade, que vimos acima. Segundo essa objeção, esta conceção é tão exigente que nenhuma crença a pode satisfazer, pelo que não há conhecimento. Os céticos suportam esta posição com a afirmação de que é sempre possível as nossas crenças serem falsas. Esta afirmação, por sua vez, é suportada com o trilema de Agripa.

Álvaro Nunes, 2014

 

A ilusão do livre-arbítrio foi um obstáculo no caminho do pensamento humano durante milhares de anos. Vejamos se o senso comum e o conhecimento não o podem remover.

O livre-arbítrio é um assunto de grande importância para nós neste caso e devemos tratá-lo com os olhos bem abertos e com a inteligência bem desperta; não porque seja muito difícil, mas porque tem sido atado e torcido num emaranhado de nós górdios durante vinte séculos cheios de filósofos palavrosos e mal sucedidos.

Robert Blatchford, 1913

 

A teoria ética de Kant oferece-nos um princípio da moral que deve poder ser aplicado a todas as questões morais. Kant enuncia-o de diferentes maneiras com o objectivo de esclarecer as suas implicações. Partiremos de um caso simples, de senso comum, para esclarecer essas diferentes formulações:

Silva reparou que uma pessoa que saía da sua pequena loja deixou cair uma nota de 50 €. Apanhou-a e ... que fez?

Júlio Sameiro, 2006

 

Algumas tendências pós-modernas presentes na cultura contemporânea, principalmente em alguns setores das humanidades e das ciências sociais, questionam a possibilidade de uma verdade objetiva e independente de pontos de vista. Muitos antropólogos, por exemplo, afirmam que não há qualquer racionalidade que tenha validade universal, mas apenas diferentes racionalidades de diferentes culturas. Para esse discurso, a que podemos chamar de relativista, a verdade é múltipla e depende do ponto de vista do sujeito ou do contexto em que é formulada. Assim, todas as afirmações, sejam científicas, filosóficas, religiosas, etc., seriam diferentes "narrativas", que deveriam ser compreendidas em seus respectivos contextos históricos, culturais e lingüísticos, pois apenas revelariam os preconceitos culturais de diferentes narradores.

Matheus Martins Silva, 2005

 

Nesta lição desejo descrever algumas das prova principais que levam os biólogos a pensar que a hipótese da evolução é correcta. Enquanto S. Tomás de Aquino, William Paley e outros, defendem que a complexidade e adaptabilidade dos organismos podem ser explicadas apenas se as virmos como o produto do desígnio inteligente, a teoria da evolução moderna, que deriva das ideias de Charles Darwin (1809-1882), defende o contrário.

Elliott Sober

 

Citação

Não esperes de mim um estilo ataviado e polido. Empregá-lo-ia se quisesse mas a verdade escapa-se quando estamos a escolher muito as palavras e usamos de rodeios: isso é nem mais nem menos que enganar. Se é isso que desejas, recorre a Cícero, pois é esse o seu ofício. O que eu disser será bastante belo, se bastante verdadeiro.
As belas frases convêm aos retóricos, aos poetas, aos áulicos, aos namorados, às cortesãs, aos proxenetas, aos aduladores, aos parasitas e semelhantes, para os quais o falar bem é um fim. Para a ciência basta, e é necessária mesmo, a propriedade, o que não pode conjugar-se com aquilo. Não exijas também de mim muitas citações, ou uma reverência para com os autores que é mais própria de um ânimo servil e inculto do que de um espírito livre e que busca a verdade. A autoridade manda crer; a razão demonstra; aquela é própria da fé; esta, da ciência. Dos outros, aquilo que me parecer verdadeiro, confirmá-lo-ei com a razão; o que me parecer falso, infirmá-lo-ei. Oxalá que tudo aquilo que eu atentamente elaboro, depois de elaborado tu o recebas com o mesmo espírito e precaução, e o julgues com são critério: e que tudo aquilo que parecer falso, tu o destruas com razões sólidas (coisa que, sendo, como é, própria de um filósofo, me é extremamente grata), e não, como fazem os invejosos e alguns ignorantes, com injúrias ineptas e que nada invalidam (coisa que, sendo, como é, própria de mulheres, é indigna de um filósofo, e para mim absolutamente desagradável); aquilo, porém, que parecer justo, oxalá que tu o aproves e confirmes.

Francisco Sanches, Que Nada se Sabe, Lisboa, Vega, p. 60



 


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