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Dada a inquestionável importância da avaliação dos alunos seria de esperar que o Ministério da Educação lhe tivesse dedicado nestes últimos três anos grande atenção. Mas, se pusermos de lado a preocupação com médias de exame, taxas de sucesso e estatísticas internacionais, isso não aconteceu. E não foi certamente por não existirem aí também problemas importantes. Já todos ouvimos falar de escolas que violam a legislação e distorcem de forma mais ou menos consciente a avaliação dos alunos. Mas também há casos em que isso acontece com a complacência tácita da lei. Álvaro Nunes, 2008 Desde a viragem do século — e para referir apenas as guerras mais importantes —, o mundo já viu surgir a guerra do Afeganistão (entre os Estados Unidos e o governo afegão, por um lado, e os Talibã e a al-Qaeda, por outro), a guerra civil do Chade (na qual rebeldes chadianos e mercenários sudaneses tentam depor o presidente), a guerra do Darfur (entre a região sudanesa do Darfur e o governo sudanês), a guerra do Iraque (entre uma coligação de estados liderados pelos Estados Unidos e o regime iraquiano de Sadam Hussein, primeiro, e os rebeldes apoiados pela al-Qaeda, depois) e a guerra do Líbano, mais um dos episódios do longo conflito armado que, desde a primeira metade do século XX, opõe Israel aos seus vizinhos árabes. Álvaro Nunes, 2008
Chegámos agora ao âmago da investigação filosófica sobre a religião. É costume chamar filosofia da religião a esta área da filosofia. O seu objectivo é investigar por processos estritamente racionais as crenças religiosas fundamentais, com o fim de determinar o seu significado e de saber se estão justificadas. Embora sejam várias as crenças que interessam à filosofia da religião, a crença mais importante é a crença na existência de Deus. Álvaro Nunes, 2008
Quem é que, num momento ou noutro, ao olhar um céu nocturno, ao contemplar uma flor ou ao reflectir sobre si próprio e os outros seres humanos, não se interrogou já acerca da razão de ser disto tudo ou não se perguntou por que razão está aqui e como deve viver para que a sua vida tenha sentido? Estas são questões que têm intrigado os homens desde tempos imemoriais e são certamente algumas das perguntas mais importantes que o ser humano pode colocar sobre si próprio Álvaro Nunes, 2008
De que melhor forma pode a biologia tornar-se parte de uma educação liberal? Creio que posso fornecer uma resposta. Durante a maior parte dos quarenta e um anos em que fui professor em Harvard tive o privilégio de ensinar fundamentos de biologia, principalmente em disciplinas opcionais para alunos do programa de artes liberais (ou que, pelo menos, tinha essa aparência). O meu enfoque era ao nível dos organismos e dos ecossistemas. Com os meus alunos explorei também a fundo o processo evolutivo. De qualquer forma, o meu esforço era muito popular: as minhas avaliações pelos meus alunos eram elevadas e recebi ambos os prémios para professores atribuídos pela universidade. E. O Wilson, 2006
A ilusão do livre-arbítrio foi um obstáculo no caminho do pensamento humano durante milhares de anos. Vejamos se o senso comum e o conhecimento não o podem remover. O livre-arbítrio é um assunto de grande importância para nós neste caso e devemos tratá-lo com os olhos bem abertos e com a inteligência bem desperta; não porque seja muito difícil, mas porque tem sido atado e torcido num emaranhado de nós górdios durante vinte séculos cheios de filósofos palavrosos e mal sucedidos. Robert Blatchford, 1913
A teoria ética de Kant oferece-nos um princípio da moral que deve poder
ser aplicado a todas as questões morais. Kant enuncia-o de diferentes
maneiras com o objectivo de esclarecer as suas implicações. Partiremos
de um caso simples, de senso comum, para esclarecer essas diferentes
formulações:
Júlio Sameiro, 2006
O objectivo deste texto é expor tanto a versão como as objecções clássicas ao argumento do desígnio e introduzir os seus desenvolvimentos contemporâneos, sobretudo os que dependem das ideias de ajuste perfeito, princípio antrópico e complexidade irredutível. Mas como o domínio da filosofia da religião é frequentemente objecto de equívocos e confusões, irei primeiro distinguir esse domínio de outros domínios próximos e elucidar alguns conceitos fundamentais desta área. Álvaro Nunes, 2006
O problema objectivo consiste numa investigação acerca da verdade do Cristianismo. O problema subjectivo diz respeito à relação do indivíduo com o Cristianismo. Para pôr as coisas de forma simples: como é que eu, Johannes Climacus [Kierkegaard], posso participar da felicidade prometida pelo Cristianismo? Søren Kierkegaard
Algumas tendências pós-modernas presentes na cultura contemporânea, principalmente em alguns setores das humanidades e das ciências sociais, questionam a possibilidade de uma verdade objetiva e independente de pontos de vista. Muitos antropólogos, por exemplo, afirmam que não há qualquer racionalidade que tenha validade universal, mas apenas diferentes racionalidades de diferentes culturas. Para esse discurso, a que podemos chamar de relativista, a verdade é múltipla e depende do ponto de vista do sujeito ou do contexto em que é formulada. Assim, todas as afirmações, sejam científicas, filosóficas, religiosas, etc., seriam diferentes "narrativas", que deveriam ser compreendidas em seus respectivos contextos históricos, culturais e lingüísticos, pois apenas revelariam os preconceitos culturais de diferentes narradores. Matheus Martins Silva, 2005
Nesta lição desejo descrever algumas das prova principais que levam os biólogos a pensar que a hipótese da evolução é correcta. Enquanto S. Tomás de Aquino, William Paley e outros, defendem que a complexidade e adaptabilidade dos organismos podem ser explicadas apenas se as virmos como o produto do desígnio inteligente, a teoria da evolução moderna, que deriva das ideias de Charles Darwin (1809-1882), defende o contrário. Elliott Sober
Citação Não esperes de mim um estilo
ataviado e polido. Empregá-lo-ia se quisesse mas a verdade escapa-se
quando estamos a escolher muito as palavras e usamos de rodeios: isso é
nem mais nem menos que enganar. Se é isso que desejas, recorre a
Cícero, pois é esse o seu ofício. O que eu disser será bastante belo,
se bastante verdadeiro. Francisco Sanches, Que Nada se Sabe, Lisboa, Vega, p. 60 |
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